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COVID-19 AFETA FESTA JUNINA E QUADRILHAS DE PARAUAPEBAS TENTAM SOBREVIVER SEM AS APRESENTAÇÕES CULTURAIS

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Junho combina com festa, mês dedicado a São João, São Pedro e Santo Antônio este ano teve as comemorações comprometidas devido ao coronavírus, com a pandemia que atingiu o país a tradicional festa junina foi cancelada ou adiada em diversas cidades do país.

 

Em Parauapebas, este ano, os festejos da melhor época do ano, serão bem diferentes. A atitude, embora ajude a evitar a disseminação do Covid-19, gera um impacta econômico no município e na renda de muitos trabalhadores, que aproveitavam a ocasião para conseguir um extra no orçamento da família.

Quem já calcula os danos e contabilizam os prejuízos causados pela pandemia, são os grupos de quadrilhas que todos os anos se apresentam no tradicional festival Jeca Tatu realizado pelo município no mês de junho.

 

As quadrilhas juninas vivem um período de incertezas: alguns decidiram pelo cancelamento das atividades neste ano, outros mesmo sem os tradicionais concursos e festivais, buscam alternativas para sobreviverem à crise do coronavirus.

 

Há 19 anos o grupo folclórico Rabo de Palha se apresenta na tradicional Jeca Tatu, além de outros festivais juninos fora do estado. Esse ano a programação será diferente, os ensaios foram suspensos como medida preventiva a contaminação do Covid-19, as apresentações foram abaladas pela pandemia que afetou o país.

 

A preparação inicia em janeiro e segue intensamente até os meses de maio e junho, quando se inicia os festejos. A preparação envolve, além de tempo, gastos com os trajes e viagens. O investimento que é compensado com a conquista de prêmios e também com contratos para participar dos festejos em outras cidades e estados, sem a festa a renda dos grupos ficam comprometidas.

 

Mediante a impossibilidade, o grupo precisou buscar alternativas para manter as despesas, já que tiveram que parar as atividades até que a pandemia passe. Apesar do clima de tristeza, os quadrilheiros entendem que o momento é de se cuidar, e voltam os esforços para campanhas sociais e de humanização nesse período de isolamento social e de prevenção.

 

“Com certeza toda essa situação comprometeu todos nós que nesta época do ano dependemos dos festivais, não somente para manter a tradição, mas também para manter as quadrilhas.” Disse Quequeu — Presidente do Grupo Rapo de Palha.

 

Campeão por três anos consecutivos do Jeca Tatu, o Rabo de Palha é um dos maiores grupos a se apresentar no festival, hoje com mais de 200 pessoas integrando a quadrilha, o grupo se apresenta nas quadras juninas com 50 pares. A quadrilha Rabo de Palha resolveu criar um projeto para ajudar as famílias carentes do município, já que não estarão nas quadras juninas, os membros vão substituir o palco pelas ruas, realizando a entrega de cestas básicas nesse período de pandemia.

Para manter a renda e pagar as despesas do grupo, ao invés de criar adereços e trajes, eles confeccionaram máscaras personalizadas, e toda verba arrecada será investido na compra de cestas básicas que serão doadas a pessoas carentes do município. O projeto, além da doação de cestas básicas, conta ainda com a entrega de máscaras e álcool. Os alunos que integram a quadrilha também contribuem, eles doam alimentos para a montagem de cestas básicas.

“Além das apresentações, também atuamos com o lado social, e com a crise da pandemia precisamos manter as atividades e assim garantir que os integrantes sigam com foco, pois, trabalhamos para manter os jovens longe do mundo crime.” reforçou Quequeu.

Ainda com incertezas, o grupo tenta superar o momento longe das apresentações, por enquanto os adereços terão que ser guardados e a expectativa de que tudo logo vai voltar ao normal, e o São João será então como antes.

 

“Pela primeira vez, tivemos que parar, a doença nos paralisou e fomos obrigados a nos adaptar. Sabemos que tudo isso vai passar e enfim, os arraias irão fazer parte de nossas vidas novamente. Afinal o São João está nas nossas veias e tradições e isso não pode morrer.” Destacou o presidente da Rapo de Palha.

 

Por: Hilda Barros

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