Com negociações travadas, protestos e bloqueios continuam na Colômbia

Tablóide Pará
Na semana passada, os dois lados chegaram a um chamado pré-acordo, cujos detalhes ainda não foram divulgados (Imagem: 02/06/2021 REUTERS/Juan)

Milhares de colombianos voltaram às ruas nesta quarta-feira em meio a um impasse nas negociações entre o governo e líderes de protestos contra o governo que se estendem pelo segundo mês. Os atos contra as políticas sociais e econômicas do presidente Iván Duque começaram no dia 28 de abril.

Os manifestantes reivindicam uma renda básica, oportunidades para os jovens e o fim da violência policial.

Um comitê nacional de greve formado por sindicatos, grupos estudantis e outras organizações da sociedade civil está representando os manifestantes nas discussões com o governo. Na semana passada, os dois lados chegaram a um chamado pré-acordo, cujos detalhes ainda não foram divulgados. Mas o comitê posteriormente acusou o governo de retroceder e as negociações de terça-feira terminaram sem mais avanços.

O governo afirma que os líderes do protesto precisam condenar os bloqueios de estradas que têm causado escassez em todo o país e afetam as exportações de café, carvão e outros produtos, acrescentando que o ponto não é negociável. O comitê diz que não tem influência sobre todos os manifestantes.

As forças de segurança retiraram gradualmente alguns bloqueios, mas 38 permanecem, de acordo com o ministro da Defesa.

Francisco Maltes, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que faz parte da comissão, acusou o governo de atrasar a assinatura do pré-acordo que inclui garantias que a comissão considera necessárias para proteger os direitos dos manifestantes. “Todas essas ações são para pressionar o governo a iniciar negociações”, disse Maltes à Reuters. “Falta vontade política ao governo para buscar um acordo. Estamos esperando que o governo assine o pré-acordo de garantias.”

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